Posts encontrados para a categoria: ‘Pensamentos Ligeiros’

A loucura é sempre duas

  Em 1935, os médicos Dr. Shelley e Dr. Watson, que trabalhavam em um hospício de Nyasaland, estudaram dois tipos de delírios esquizofrênicos, o primeiro, do “tipo” europeu, o segundo do “tipo” africano. O primeiro poderia ser assim caracterizado:   Ser um homem muito rico e ter construído o hospício às suas expensas. Céu e [...]

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virtualvida com

Olha nós almoçando, todo o mundo veio provar e aprovar a comida do TUK TUK. É demais!! Lu, Dado, Giô, Má, Talyta, Zé Houve manifestações em Belô? Quantos? Passe livre, anonymus, Black-blocks, quem? Facebook inibe as pessoas – redes causam depressão Vamos protestar contra os baixos salários dos professores. Queremos uma Educação padrão FIFA Nina, [...]

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O furor das raízes

  Curitiba, outubro de 2013      O piche cospe as raízes e a ventania as arranca para fora da vida. A terra      avermelhada, num esforço insano, tenta protegê-las e acaba indo com elas. Não se pode punir a tempestade de outubro, cuja pressa leva à derrubada de tantas árvores. Mas a feiúra delas já estava conjugada [...]

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Se algum pesquisador do Paraná me ler…

Se algum pesquisador do Paraná me ler… Às vezes fico pensando que Helena Colody, Paulo Leminski, Glacy Zankan e Freire Maia, dentre tantos outros, pertencem ao Paraná real. Nomes sem fama, sem projetos e sem preparo (nomeiem segundo seu juízo e memória), são do Paraná legal. Mais problemas dificultam os pesquisadores do Paraná que têm [...]

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A mão armada

Minha querida Violeta,   Escrevo este mail porque até hoje tudo isto é muito difícil para mim. Sempre me perguntarão sobre minha história de lá onde morava e porque esforcei-me tanto para seguir a carreira de médico, especialidade, ortopedista. Para você, confesso, por motivo algum. Estudei e passei. Não sabia no que passando. Nunca fui [...]

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Toda a misericórdia para o feto, nenhuma para o fato

Não tinha como evitar sentir-se estrangeira na sua casa. A casa era dela e do irmão, herança dos pais (sala, banheiro, dois quartos, quartinho de empregada e um banheirinho; o quintal, de cimento queimado, só tinha tanque e varal). Porta do corredor para onde dava tudo, dava também para uma pequenina entrada. Lá se punham duas cadeiras [...]

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Carlos Antunes, professor

“Oi, menina, parece que teremos mais uma boa candidata para o pós”. Vi seu semblante alegre, sua rápida e costumeira passadela em meu gabinete, acho que estava com pressa, mas não deixou de trazer sua pequena saudação e novidade (?). Sabia que não precisava explicar muito: era mais uma aluna que ele acabara de atender [...]

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O militante ressentido

  Já que eu falei de Refém, personagem que é como um sintoma do medo e da disposição em colaborar com o sistema ditatorial, quero agora falar de Companheiro, o militante ressentido. Também é justo, para não dizerem que sou tendenciosa e não falo do outro lado da margem do rio estreito e lodoso que dividia [...]

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O bêbado do bairro

Primeiro Ele cambaleia, grita sandices, frases nem, palavras, nem, balbucio honesto de quem quer falar mas não consegue: “Voc’ s vam ver se mi scapam, vm min nfrentar, vem!!!” Dizia-se dele: “ele grita com o padre, insulta as carpideiras, difama as beatas, tenta atacar as crentes de cabelos longos que por ele só pedem misericórdia, [...]

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Da ditadura – A sigla EPB

Se não me engano, se estou bem lembrada, o meu professor de Estudos Brasileiros foi colega e amigo de Refém. Os jovens talvez não saibam do que se trata: era uma disciplina que se tornou obrigatória para todos os cursos de nível superior desde 1969, pois os responsáveis pela disseminação da Doutrina de Segurança Nacional [...]