Direitos humanos e vulnerabilidade

O projeto Violência na era dos direitos humanos: a questão da invisibilidade social de grupos vulneráveis foi aprovado na chamada 22/16 – Cidadania, violência e Direitos Humanos do CNPq.
Seus autores, Marion Brepohl (coordenadora), Marcos Gonçalves e Roseli Boschilia, do Programa de Pós graduação em História, contam com o apoio de pesquisadores de diversas universidades do Brasil e da Argentina. Classificado em primeiro lugar pelos avaliadores do CNPq, tem como objetivo a reconstrução da história restada subterrânea, produzida em regimes autoritários que buscam não apenas excluir as oposições, como também a memória dos opositores.

Um campo recente de estudos históricos, no entanto, tem procurado, a partir do que chama de “políticas de memória” ou “dever de memória”, reconstituir as experiências de grupos invisibilizados pela violência, contemplando seus testemunhos como lugar do patrimônio cultural.

Some-se ainda que em muitos casos, políticas de cerceamento de memórias quando do retorno à democracia nos países da América Latina, geraram, por sua vez, uma política de esquecimento reforçada pela ausência de uma ampla discussão e de um conhecimento mais profundo da noção de justiça transicional. Contra esta tendência, voltaram-se as comissões de verdade instaladas em diversos países, em que se ressaltou a violação de direitos humanos contra diversos grupos sociais. Dentre eles, destaquem-se os indígenas (expropriados de suas terras), as mulheres (que sofreram e sofrem não apenas a repressão política, mas abusos sexuais) e os migrantes diaspóricos.

O projeto contribuirá com atividades desenvolvidas por outros órgãos que visam a aquisição de bens de cidadania, como por exemplo, o Ministério Público, museus, instituições de ensino médio e organismos de defesa da saúde da mulher.

 

 

 

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Comentários:

  1. Ageu Heringer Lisbia disse:

    Sugiro pesquisar condições das tres aldeis guaranis da cidade de sao paulo. Uma tristeza o abandono.

  2. Marion Brepohl disse:

    Muito grata pela sugestão. Ainda estamos aguardando que a verba seja liberada para iniciarmos o projeto propriamente dito. Mas quanto mais sugestões , melhor

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