Indiferenças – percepções políticas e percursos de um sentimento; um livro que ressalta o papel dos sentimentos na política

 

Indiferenças – percepções políticas e percursos de um sentimento

Organizado por

Izabel Marson, Marcia Naxara e Marion Brepohl

São Paulo: Intermeios, 2016

Com o concurso do PRONEX, (CNPq/Fundação Araucária do Paraná) e da CAPES, publicamos mais um livro que ressalta o papel dos sentimentos na pol[itica e no fazer coletivo. Bem, talvez, desta vez, da falta de sentimentos.

Tratamos da indiferença.

Mas sera que não podemos tratá-la também como o anverso da opinião em seu instante de ambivalência?

 

 

Afinal, que silêncio, omissão, colaboração e apoio sejam atitudes muito próximas nos jogos da política, isso é percebido em diversas circunstâncias históricas da modernidade. Já a indiferença, quer em sua dimensão individual, quer social ou política, é tratada mais como um sintoma de insensibilidade, ou talvez, e não de forma excludente, fuga de um trauma. Como tal, atravessa experiências que, embora problematizadas como apatia, oportunismo ou ausência de pensamento, parecem reivindicar direito enquanto opção política.

 

Se nos ativermos aos acontecimentos da atualidade, observamos que o movimento pendular entre indiferença e interesse, desengajamento e engajamento, bem como suas diversas mediações, têm sido recolocados por sujeitos efêmeros nas mídias interativas (in)visíveis e em outras organizações, sinalizando, portanto, indagação sensível e urgente que os autores reunidos nesta coletânea se propuseram enfrentar: por que desde o século XIX a indiferença se tornou preocupação nuclear da política?

 

Por que sentir foi colocado como uma instância menor do agir? Inversamente, por que, no mundo que se auto-compreende como pós-moderno, pensar torna-se sinônimo de insensibilidade? Estas e outras questões são apresentadas aqui a partir de estudos sobre os emigrados, sobre a África colonial, a Ditadura e a transição consentida, sobre o outro e suas imagens detratoras. A todos, o convite à leitura.

 

 

Palavras-chave:

Deixe seu comentário!