Livro: Sentimentos na História

O estudo dos sentimentos, das paixões e das sensibilidades na história circunscreve um conjunto de temas bastante recente.

Até há bem pouco tempo, compreendia-se que as mudanças, fossem de pequeno alcance ou de grande fôlego, eram fruto das ideias, das técnicas ou de quaisquer outras práticas orientadas exclusivamente pela razão.

Até mesmo as atividades políticas eram entendidas como movidas por ideologias – uma projeção bem elaborada, ou utopias – sonhos coletivos que, em virtude de suas cargas emocionais, eram irrealizáveis.

E, ao se tratar das relações inter-pessoais e de seus afetos anelantes, compreendiam tais fenômenos como inerentes à vida privada, de pouca ou nenhuma serventia para explicar as energias que inspiravam as ações coletivas.

Os acontecimentos e as reflexões apresentados na presente coletânea sugerem outras orientações que não aquelas entretecidas pelo pensamento organizado:

Sugerem que o amor, o ódio, a compaixão, ressentimento, simpatia, pertencimento, exclusão, cuidado de si, entre outros, são sentimentos, práticas e linguagens que interferem vivamente no devir das sociedades.

Sugerem também que a História como atividade intelectual precisa encontrar outros lugares a partir de onde pode ser escrita.

 

Livro organizado em co-autoria com Renata Senna Garrafoni e André Capraro

Editora da UFPR, 2012, de Marion Brepohl, André Capraro e Renata Garrafonni

 

Ver também reportagem Gazeta do Povo (AQUI)


Palavras-chave:

Deixe seu comentário!